"Quando eu voltava lá pra casa, comentava, o crime, Jão, profissão de cão, emboscada"...
Esse é um pequeno trecho da canção "País da fome", do rapper Sabotage. Um rapper paulista, que retratava a realidade do crime e da pobreza em suas letras, bem como, também, anunciava um pedido de paz nas mesmas. Infelizmente, Sabotage foi assassinado em 2003, mas deixou um legado: O de clamar por paz nas periferias.
Muito o que se vê hoje em dia é a realidade presente nas periferias: pobreza, fome, desigualdade, discriminação. Tudo isso se associa a condição precária vivida nessas comunidades.
Não podemos deixar de olhar com fraternidade e empatia para todas as pessoas que lá estão, que sentem na pele o que é racismo, o que é ter o desejo de comprar algo e não puder, o que é viver a pena de morte. Calma aí. Pena de morte? Mas, no Brasil não tem pena de morte...
A verdade é que "pra preto e pobre sempre teve". É só olhar para a quantidade de vidas jovens e pretas dizimadas no dia a dia. Nas guerras de facções, nos confrontos policiais. Confundem. Associam a cor da pele ao caráter duvidoso. "Esse jovem não pode ser estudante de medicina, de jornalismo, de direito, de administração..
Infelizmente ainda falta provar que a vida é dom, é compromisso. Que tem como, ao menos, tentar mudar essa mentalidade discriminatória e repugnante da nossa sociedade.
Que é possível construir um bom lugar. E já dizia o Sabotage: "um bom lugar, se constrói com humildade, é bom lembrar"...
É o que resta, não é mesmo?! Afinal, isso aqui é Brasil. País da desigualdade, da intolerância, da corrupção. *LPaís da Fome.
Igor Kauã
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