| Cientistas identificaram o vírus na floresta Zika enquanto faziam pesquisas sobre a febre amarela (Foto: BBC) |
| Enquanto testavam macacos rhesus na floresta, cientistas se depararam com um novo microrganismo, que batizaram de zika (Foto: BBC) |
Um Aedes que não pica
Mas apesar de ser o “berço” do zika, apenas dois casos de contaminação pelo vírus foram confirmados em Uganda em todos esses anos.
O principal motivo é o que os tipos de mosquito que transmitem o vírus a humanos não costumam entrar em contato com a população local.
“O Aedes que temos aqui, o Aedes aegypti formosus, normalmente não costuma picar humanos”, afirma o virologista Julius Lutwama, do Instituto de Pesquisa Vírus. “Esse é a diferença em relação à América Latina, em que uma subespécie diferente, o Aedes aegypti aegypti, está espalhando o zika vírus.
Floresta destruída
A maior parte da floresta Zika, que beira uma estrada entre a capital Kampala e o Aeroporto de Entebbe, está sendo destruída por projetos de infraestrutura.
Novas casas com telhados recém-colocados cercam o que sobrou da floresta. É nessa área que os cientistas fazem as pesquisas.
A vários quilômetros dali está o instituto de pesquisa que analisa o vírus. Ali, medidas de segurança são levadas muito a sério, porque o local guarda amostras de organismos perigosos, responsáveis pelo ebola, zika e febre amarela.
E o local também é o único no país onde são realizados testes para zika.
Aliás, para um dos diretores do laboratório, John Kayuma, isso pode estar atrelado ao baixo número de casos de zika confirmados: poucas pessoas são testadas.
“Há uma possibilidade de termos muitos mais casos país afora.”
Em alguns meses, o governo vai começar um estudo para pesquisar o alcance do zika e de outros flavivírus como dengue e febre amarela.
Enquanto isso, a equipe do laboratório mantém um olhar atento aos tipos de mosquitos que circulam em Uganda, para identificar rapidamente caso algum dos eficazes em transmitir doenças entre no país.
| Apesar de ser o “berço” do zika, apenas dois casos de contaminação pelo vírus foram confirmados em Uganda em décadas (Foto: BBC) |
Fonte: BBC
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