BRASIL:Amigo do peito: “O aro do meu sutiã me salvou da bala perdida!”

Se o tiro não tivesse pegado em cima do ferrinho, Ivete não estaria aqui pra contar essa história
Já era fim de noite. Eu e meu marido João estávamos em frente ao nosso mercadinho enquanto eu mostrava pra ele, no meu celular, algumas fotos que tinha tirado. Estava distraída, sem prestar atenção em nada ao redor, quando ele ouviu um barulho e disse: “Isso é tiro, Ivete!”. Achei que fosse besteira, mas quando olhei para trás ouvi outro estrondo e me desequilibrei do lado do João. “É tiro mesmo!”, gritei. Ele me abraçou e me levou correndo para dentro de casa, que fica ao lado do nosso comércio.

Meu marido gritava para as pessoas dentro do mercado para chamarem uma ambulância porque eu tinha sido atingida. “Que absurdo, João, eu estou bem!”, falei. Quando vi minha filha Natália na sala, ela me perguntou o que estava acontecendo e foi só aí que senti meu peito arder. Notei um pequeno furo na minha blusa, na região do peito. Tirei a peça pra ver o que tinha acontecido. A marca escura da pólvora estava na minha pele, mas não tinha sangue. Em compensação, havia um hematoma horrível e a área ficou toda roxa, deixando um ferimento bem feio no meu peito. O aro do meu sutiã estava amassado. Ele tinha salvado minha vida.

Antes desse tiroteio, em fevereiro deste ano, eu tinha sido assaltada três vezes dentro do meu estabelecimento. Os bandidos já tinham me rendido com a arma na cabeça, mas nunca atiraram ou me feriram, graças a Deus! Me preocupava com a violência na região, mas não era neurótica, pois meu marido e os amigos ficavam na frente do mercado, de olho em qualquer movimento na rua. Era um jeito de me deixar mais tranquila e me sentir mais segura tanto em casa quanto no meu estabelecimento. Mas, naquela noite, não houve como evitar que a bala perdida encontrasse meu peito.

O tiro veio do revólver de um bandido que tentava roubar o celular de uma moça no fim da rua. Ela gritou com medo e saiu correndo em disparada na nossa direção. Ele disparou três vezes. Uma bala bateu num muro e a outra acertou um veículo. A terceira me atingiu em cheio. O assaltante fugiu num carro e nunca mais foi encontrado. Mas deixou suas marcas em mim. Quando vi o vergão roxo no meu peito, corri para o pronto-socorro. Só lá que finalmente tive a noção do milagre que tinha acontecido comigo. LEIA MAIS

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